Doença de Lyme - A doença do carrapato

Doença de Lyme – A doença transmitida pelo carrapato

Publicado em: 16 novembro, 2020
Em: Controle de pragas curiosidades Dicas

Recentemente, a mídia divulgou alguns famosos que portavam a doença de Lyme, entre eles os cantores pop, Avril Lavigne e Justin Bieber, e com isso a doença passou a ser abordada e difundida muito mais do que era antes.

A doença, que é transmitida por diversos tipos de carrapatos, pode causar problemas de saúde como lesões na pele, lesões no sistema nervoso central e periférico e problemas no coração, além de dores nas articulações.

Nos casos em que o diagnóstico e o tratamento são tardios, a pessoa infectada pode ter complicações mais severas e sofrer com a doença em sua fase crônica, sem uma previsão de cura. Por isso, deve-se ter muita atenção e cuidados preventivos contra infestações de carrapatos.

Os casos da Doença de Lyme no Brasil

Apesar de os casos estrangeiros serem divulgados com muita frequência, como foi o caso dos cantores pop nos Estados Unidos, aqui no Brasil, desde 1992, muitas pessoas já foram diagnosticadas com a doença que possui uma variante denominada de Doença de Lyme Simile Brasileira, mas que apresenta as mesmas manifestações clínicas e perigos.

Desde 1992, uma parte da população que foi infectada, ficou curada após o tratamento adequado nas fases precoces da doença”, afirmou a reumatologia pediatra, Gecilmara Salviato Pileggi, Coordenadora da Comissão de Doenças Endêmicas e Infecciosas e professora da Faculdade de Ciências de Saúde de Barretos (FACISB) em uma entrevista para a Sociedade Brasileira de Reumatologia.

Como uma pessoa é infectada?

A principal forma de infecção é através da picada do carrapato infectado pela bactéria Borrelia Burgerdorferi.

Diversos tipos de carrapatos no Brasil podem ser vetores dessa bactéria e infectar suas vítimas, entre eles estão os gêneros Amblyomma cajenenses, Phipicephalus sanquíneus, Ripichephalus microplus e Dermacentor nitens.

O carrapato pica tanto pessoas quanto animais em busca de sangue. Geralmente, fazem isso sem serem percebidos, já que a picada não produz nenhum tipo de sintoma.

Após picar, o carrapato se prende a pele e permanece ali por um tempo, sugando o sangue enquanto reúne o máximo possível em seu corpo. Ao passar dos dias, ele começa a dobrar de tamanho devido a quantidade de sangue, e é nesse momento que as pessoas se dão conta da sua presença.

Se o tratamento for iniciado o mais rápido possível, as chances de melhora são maiores. Já em casos de pacientes que tiveram múltiplos contatos com carrapatos ou longo tempo de permanência do aracnídeo no corpo, o quadro pode se agravar e deixar sequelas irreversíveis, e nesses casos o paciente deve fazer uso de antibióticos constantemente para evitar episódios de recorrência.

Quais são os sintomas da Doença de Lyme?

A doença de Lyme causa uma irritação na pele e possui sintomas semelhantes aos da gripe, além de dores nas articulações e fraqueza nos membros.

As pessoas podem sentir dores locais, como nas articulações ou nos músculos, no corpo, como fadiga, febre ou mal-estar, além de dores de cabeça e inchaço nas articulações.

Por isso, qualquer contato com um carrapato, a pessoa deve se dirigir até o hospital em busca de exames médicos e o possível tratamento, caso tenha sido infectada. Dessa forma, é possível iniciar o tratamento de forma precoce e ter maiores chances de cura.

Formas de prevenção contra carrapatos

Entre as medidas de prevenção, é muito importante usar vestuário adequado sempre que for visitar áreas verdes como sítios, chácaras, parques e praças, como calças compridas, botas e camisas de manga compridas.

Ao chegar em casa, é preciso se avaliar, buscando, detalhadamente, a presença de carrapatos pelo corpo.

Ao passear com animais e estimação como cachorros e gatos, essa avaliação também é importante. Assim como manter o tratamento contra pulgas e carrapatos do pet em dia!

Manter o ambiente com a dedetização em dia também é uma das medidas eficazes contra a infestação de carrapatos.

Uma entrevista realizada pela Uol no início do ano, traz a experiência de uma portadora brasileira que em mais de 20 anos já gastou um milhão de reais com tratamento, clique aqui e confira o relato.

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